segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Mato Groso do Sul, está com ótimos projetos, alavancados pela excelente condição topográfica e boa qualidade da terra.
Hoje estivemos, Evaldo e Eu, na usina Vista Alegre que apresenta dados operacionais com ótimos rendimentos e eficiências. Vão moer mais de dois milhões de toneladas.







Janguzzo, Cassio e Tércio
Ontem visitamos a Adecoagro em Angélica. Boa viagem, boa conversa. Fomos recebidos pelo Luis Fernando, gerente industrial corporativo do grupo que nos informou que toda a água para a usina vem de poços profundos (700 m ) que chegam a superfície as 38°C. Outra característica  desta usina é a concentração de vinhaça o que está permitindo uma aplicação mais racional  e econômica deste fertilizante  rico em potássio.
Luís Fernando - Usina Adecoagro 
A viagem passa pelos municípios de Fátima do Sul, Ivinhema e Angélica; percebe-se, nestas pequenas cidades toda a riqueza gerada pela agricultura pujante. Praças, fontes luminosas e parques brotam por todas as partes, transformando lugares antes áridos em lugares muito agradáveis, com jovens jogando futebol e pessoas passeando.

Dourados é uma cidade em pleno desenvolvimento. É uma cidade longa e estreita, algumas avenidas paralelas correm vários quilômetros de leste a oeste, perpendiculares correm ruas bem compridas, os cruzamentos das avenidas com as ruas são caracterizados por terem um semáforo ou uma rotatória, sempre alternados; uma característica particular.

Estou sendo muito bem acompanhado pelo amigo Evaldo Queiroz. 
Aqui em Dourados está acontecendo uma evento chamado Canasul, 22 empresas tentam se mostrar ao promissor mercado de Mato Grosso do Sul. Governador, prefeito e várias autoridades presentes.




quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Hoje o dia amanheceu chuvoso em Guaíra, tentei visitar o museu de sete quedas mas só abriria as 14h. Visitei o cinema antigo, de uma simplicidade única, hoje passam filmes e ainda é um teatro, visitei pela última vez o Rio Paraná, também não consegui visitar a balsa para o Paraguai. Deve ser um gostoso passeio, domingo, tudo fechado.
Paguei a estrada rumo a Dourados - MS. A BR-163 está em boa condições, a qualidade da terra em Mato Grosso do Sul, nesse trecho me surpreendeu, pasto, milho, soja, eucaliptos e cana estão ao longo da rodovia. Bela região com topografia suave e bastante fértil e produtiva.

Parede de Eucaliptos
Os acampamentos de sem terra continuam, entretanto não há quase ninguém, colocando em dúvida a seriedade dos acampamentos.
Ao longo da rodovia, centenas de palmeiras de Piqui comprovando que eu havia chegado no centro oeste do Brasil.

O caminho entre Maringá e Guaíra é muito agradável, consegui belas fotos do por do Sol. Guaíra é uma pequena cidade ainda com ruas largas e árvores enormes cujo as enormes raízes, a calçada não consegue resistir.


Tive uma péssima ideia, fui até Salto de Guairá - reparem bem no acento, coisas das línguas irmãs - lojas e mais lojas e pequenos shoppings se sucedem em uma única rua onde o dinheiro circulante é o real e a língua mais falada é o português, aliás a maioria das lojas são de brasileiros. Comprei uma coca-cola e uma batata frita tipo Pringles. Nada em interessou. Como castigo pela estupidez enfrentei duas horas de congestionamento e fila pra atravessar a fronteira na volta. Acho que o Paraguai está prestes a declarar guerra contra o Brasil, tal o exagero de militares controlando os carros, sem falar na arrogância dos policiais federais.
Ao show de subdesenvolvimento das autoridades, somam-se os subdesenvolvimento dos motoristas, fitavam a fila com maior naturalidade e jogavam aquele monte de lixo pela janela. É triste mas é Brasil e Paraguai.

As cidades do Norte do Paraná foram muito bem projetadas, rua e avenidas largas e arborizadas. Muitas árvores frondosas, saudáveis e floridas. Aliás é interessante observar pela manhã bem cedo a luta das vassouras contra as flores...a calçada cheia de flores e uma vassoura que as empurra para a rua enquanto o vento se diverte derrubando mais flores deixando a dona da vassoura em desespero. A cor da pele e dos cabelos lembram a origem européia da maioria dos moradores de Maringá, a cidade canção. Eu moraria em  Maringá, com muito gosto.

Sibipirunas - Maringá 

Ontem estive na CPA, comercializadora de etanol, entrevistei o Diretor Comercial e Diretora da Ranuka.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Jandaia do Sul é uma das muitas cidades que distam menos de 30 km uma das outras. Todas estas cidades tiveram o seu apogeu com o café e o seu declínio com as geadas que dizimaram fortunas, entretanto todas se superaram e é perceptível o bem estar que desfrutam quase todas as famílias. Um totem altamente artístico localizado na praça do café conta o a vida do cafeicultor. 






Norte do Paraná, estive na CPV e na ALCOPAR, conheci o Rogério jornalista. Dormi do dia 15 a 16 no Palace Hotel, é curioso como hotéis e cachorros têm sempre os mesmos nomes: Palace x Rex, Bristol x Lulu e assim por diante. O Palace é um hotel muito antigo mas muito limpo, pode -se dizer que chega a ser confortável, deixam uma garrafa térmica com café no balcão como muitos outros hotéis, entretanto deixam também um pote com cascas de laranjas em lascas açucaradas. É uma perdição, principalmente pra quem não pode comer açúcar como eu!
Apucarana significa mata pequena. Tem uma igreja maravilhosa com uma arquitetura única, entretanto um padre sem juízo com auxílio de um prefeito "no sense", apoiados por um arquiteto de araque, resolveram fazer um apêndice na parte de trás da igreja, conseguindo desconfigurar totalmente a beleza do prédio original. É uma pena, pelo menos a frente foi conservada.






terça-feira, 23 de outubro de 2012


Chegar ao Paraná pela rodovia Transbrasiliana, em Jacarezinho, atravessando o Rio Paranapanema, traz uma visão verde, muito verde não é um verde qualquer, é um verde saudabilíssimo, escuro brilhante, forte...Reflexo da alta fertilidade do solo paranaense. Enquanto no estado de São Paulo os Ipês ornamentam as bordas da rodovia, no Paraná é a vez dos Flamboiãs.




É o começo da florada! A delicadeza do desenho desta árvore é especial. Não é muito alta, mas tem copa de largo diâmetro, fornecendo muita sobra. As flores tem uma cor vermelho alaranjado única. É calmo ser acompanhado por estas lindas árvores no meio do verde paranaense.






Nesta época vemos os campos recém colhidos de trigo e milho. A terra ROXA se apresenta coberta de palhas deixadas para trás. Começa agora o plantio de soja, máquinas a todo vapor rasgando e sulcando o solo, em pouco tempo um novo verde surgirá e os ciclos se sucedem. A cana não é dominante na região de Londrina.






A topografia entre Jacarezinho e Londrina é muito variável com lindos vales e encostas, as partes mais íngremes acolhem as poucas matas nativas da região.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


Cantões da Cana’ explora região de Araçatuba


Expedição, que irá percorrer usinas do Sul, Sudeste, Centro Oeste, Norte, Nordeste e da América Latina, visita UDOP e região de Araçatuba

Ao dar a largada para a Expedição ‘Cantões da Cana’, o destino foi Araçatuba e região, segunda maior cidade do oeste paulista, cuja economia atual é caracterizada pelo crescimento das lavouras de cana-de-açúcar. Mas, o cenário também inclui a pecuária como
atividade que tornou Araçatuba mais conhecida no país como a Capital do Boi Gordo devido às negociações da arroba do boi em plena Praça Rui Barbosa.

A Fase 1 da Expedição, iniciada na segunda quinzena de setembro, possibilitou o idealizador do projeto, Tercio Dalla Vecchia, visitar a UDOP, entidade referência no setor, e também as Usinas da Mata (Valparaíso), Clealco (Clementina), Rio Vermelho (Junqueirópolis) e
Quatá (Grupo Zillor).

Nesta matéria, destacamos os principais momentos da conversa com o presidente executivo da UDOP, Antonio Cesar Salibe que contou que a entidade nasceu da necessidade das destilarias autônomas de etanol, criadas no início do ProÁlcool, trocarem informações
sobre o setor na região, ou seja, com atuação alicerçada no tripé: representatividade, treinamento e comunicação.

“A UDOP, na verdade, é uma entidade diferenciada das outras entidades. Ela foi criada em 1985, já com uma finalidade diferente. Quando nós viemos para cá em 1980, nós trouxemos uma filosofia que tínhamos em Campos, Rio de Janeiro, com reuniões de gerentes das usinas daquele Estado para discutir assuntos técnicos. Então, uma vez por mês, reuniam-se agrônomos para discutir as necessidades, as dificuldades, tecnologias...e quando chegamos aqui,nós vimos que as usinas da região eram novas, com gerentes novos, com falta de entrosamento entre eles e até falta de experiência. A partir dai, encontros de gerência agrícola da região começaram a ser realizados”, contou Salibe.

O presidente executivo lembrou que a Feicana passou a ser realizada a partir de 2003 com o ‘boom’ do setor. Feira que trouxe visibilidade para a região e possibilitou mostrar para as empresas de equipamentos e outros produtos que, como polo sucroenergético com
50 usinas instaladas, compensava consolidar algumas representações para que toda a manutenção ficasse centralizada na região.

“Quando montamos a primeira Feicana, descobrimos mais 10 usinas novas. Em 2004, 20 novas usinas; 2005, 30 novas e 2006, 40 novas. Então, o tempo nos mostrou que aqui era o ponto de crescimento do setor e assim a UDOP acompanhou esse ‘boom’ de crescimento, saiu de 19 membros para 70 atualmente”, disse Salibe.



Entrosamento e disseminadora de conhecimento técnico
- O nicho de mercado da entidade sempre foi capacitação de mão de obra. Prova disso é que, desde sua criação, a entidade promove encontros com gerentes agrícolas, gerentes automotivos, administrativos financeiros, entre outros, em busca de conhecimento
técnico. A partir de 2000, começou a promover cursos de pós graduação. “Hoje, estamos com mais de 100 mil pessoas treinadas nessa história de 27 anos que irá completar em novembro deste ano”, comentou o presidente executivo.

Para diferenciar das demais entidades, o foco da UDOP passou a ser, basicamente, serviços. “Criamos as pesquisas de custos. Temos hoje pesquisa salarial, pesquisa de custo agrícola, pesquisa de custo industrial etanol, açúcar e eletricidade, enfim, hoje nós temos esse
mercado de todas as cidades do Brasil, tanto que a UDOP, nas suas 70 associadas, está em oito Estados”, lembrou ele.

A entidade oferece ainda cursos de pós graduação in Company para seus associados e trabalha em parceria com outras entidades e sindicatos com o objetivo de unir forças.



Futuro do setor – o setor do agronegócio brasileiro vive em crise, comentou Salibe. Ora picos positivos e ora picos negativos. Para ele, o momento atual é de picos negativos drásticos, uma das piores crises, mas com uma perspectiva de crescimento, em comparação
com as crises anteriores que foram crises de mercado. “A crise atual está relacionada a preço e segurança de governo. O governo precisa definir suas prioridades no setor. Caso contrário, teremos um apagão de combustível daqui a dois anos”, alertou Salibe.

“O setor tem tudo para sair desta crise porque existe mercado. Nos últimos 10 anos a demanda andou a reboque da produção, ou seja, nós produzíamos muito mais do que demandávamos. Nos próximos 10 anos a produção vai andar a reboque da demanda,
consequentemente, se houver possibilidade nós teremos preços bons. Isso mostra que o setor tem um futuro brilhante, mas, infelizmente, nem todos vão sair do buraco, alguns usineiros não sairão dessa crise ilesos; vão ficar para trás e se tornarão somente fornecedores de cana e venderão suas usinas para grandes grupos”, comentou.
As visitas às Usinas estão em andamento; esta semana o CEO Tercio Dalla Vecchia estará percorrendo o Estado do Paraná e na semana de 22 de outubro a primeiro de novembro  estará nos Estados do MS e MT.

Graças à colaboração dos patrocinadores interessados em compartilhar desse Projeto é que a Reunion Engenharia irá editar um Livro comemorativo pelos 20 Anos de atuação no mercado contando um pouco da história da cana-de-açúcar de cada região visitada.

Nota de viagem 2.

A cana aqui perto da usina barra grande na Marechal Rondon, tá triste! Estão bem acabadas! Tem muita área de reforma, tem muitas áreas de reformas, mas a cana, aqui está decepcionando um pouco, a cana que está na beira da estrada.



A Primeira parada é no posto Rodostar, no quilometro 191 da Rodovia Castelo Branco, este posto é um posto que existe a bastante tempo e pra mim, eu considero o melhor posto que tem no Brasil, a arquitetura dele é muito interessante, toda estrutura metálica recoberta de aço inoxidável, na cor prateada com um desenho que lembra muito asas de avião.


Nota de Viagem 1. 

Comecei a viagem, sai de casa as 09h30min da manhã com tempo feio, mas com garoa bem fina, Sol encoberto e muito frio, pelo rádio a temperatura é de 11°C. Meu primeiro destino é Araçatuba, a rodovia está movimentada, como qualquer dia normal; estou beirando Sorocaba e as duas pistas estão bem cheias, mas dá pra manter 120 km/h. Ainda não consegui nenhum ponto de fotografia, mas vou tentar fotografar bastante.